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Até onde uma gargalhada o pode levar? Aparentemente, a qualquer lugar. Quando Candace Payne se filmou a experimentar uma máscara de Chewbacca, estaria longe de imaginar o que se seguiria. Num vídeo de cerca de quatro minutos, esta norte-americana de 37 anos descreve a sua recente aquisição e experimenta, sozinha no carro, muito divertida, a máscara da famosa personagem de Guerra das Estrelas. Um vídeo simples, transmitido em directo para os seus seguidores no Facebook, que quebrou recordes e foi o live mais visto de sempre no Facebook. Já foi visto por mais de 144 milhões de pessoas.

“São as pequenas alegrias da vida”, descreve Candace Payne no vídeo, enquanto se ri às gargalhadas com os sons emitidos pela máscara, os mesmos sons que reconhecemos como a linguagem bestial de Chewbacca. A máscara encaixa-se no queixo da norte-americana e acompanha o movimento da boca quando se abre, reproduzindo uma gravação – o que deixa Candace à beira das lágrimas de tanto riso.

A máscara do fiel parceiro de Han Solo esgotou nas lojas Kohl’s e, em jeito de agradecimento pela (gigante) publicidade grátis, a loja enviou presentes da saga para os dois filhos de Payne. 

No espaço de uma semana, a norte-americana já conheceu J.J. Abrams, o realizador do mais recente filme da saga Guerra das Estrelas, no Late Late Show com James Corden. Na rubrica onde o apresentador britânico entrevista famosos durante uma viagem de carro, Payne recebeu dicas de representação directamente de J.J. Abrams e os três acabaram a usar a máscara mais famosa da semana. 

Mas não acaba aqui. Esta terça-feira, depois de se consagrar como autora do vídeo live mais visualizado de sempre no Facebook, Payne esteve em Menlo Park, na sede da rede social, como convidada de Mark Zuckerberg. Agora, a “mãe Chewbacca”, como é carinhosamente tratada pelos internautas, prepara-se para conhecer o actor atrás do personagem, Peter Mayhew.

A genuidade de Payne, rendida à sua compra, e a sua gargalhada contagiante bastaram para criar empatia e o poder (a força?) das redes sociais tratou do resto. Sorte, ou existe uma receita para um vídeo “viral”? Um estudo partilhado pela Universidade de Harvard conclui que “admiração, felicidade e amor” são as emoções positivas mais comuns. Por outro lado, a partilha nas redes sociais é maior quando quem vê o conteúdo sente inspiração ou admiração. Ora, todos estes ingredientes compõem o essencial do vídeo de Payne. Por essa razão, é normal que o feed de notícias de Facebook esteja normalmente composto por histórias felizes. Pelo menos é o que dizem os números. Alguns dos conteúdos mais partilhados de 2015 titulam artigos como “17 razões pelas quais os seus melhores amigos do secundário vão ser os seus melhores amigos para a vida”.

A probabilidade de um conteúdo se tornar viral está directamente relacionada com o nível de excitação psicológica, quer sejam emoções positivas, quer sejam emoções negativas. As hipóteses aumentam quando os conteúdos “tendem a ser surpreendentes, emocionalmente complexos ou extremamente positivos”, diz um outro estudo da Universidade da Pensilvânia, publicado pela American Marketing Association. Tal não quer dizer que um conteúdo negativo não se torne viral. É aqui que entra o efeito surpresa ou choque.

Outro ponto destacado no artigo da Universidade de Harvard é que “partilhar uma mensagem ou experiência positiva tem um impacto positivo nos outros, o que faz com que quem partilha tenha uma imagem positiva também”. O elemento de surpresa ajuda a amplificar o efeito positivo. Por isso, a investigação sugere que o efeito viral não é uma questão de sorte, mas sim a capacidade de conseguir criar uma experiência emocional muito forte.




Autor: Publico.pt – Tecnologia




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