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O Alto Comissariado para as Migrações (ex-ACIDI) pediu já esclarecimentos ao director da escola básica em Tomar que constituiu uma turma de 1.º ciclo só com alunos de comunidades ciganas, revelou sexta-feira aquela organização.


Na quinta-feira, o PÚBLICO noticiou que o estabelecimento de ensino criou uma
turma apenas para crianças ciganas de vários anos de escolaridade, com idades entre os 7 e os 14 anos.

“O Alto Comissariado para as Migrações, e presidente da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial, solicitou, através de ofício dirigido ao director da EB1 dos Templários, os esclarecimentos tidos por convenientes”, lê-se numa nota publicada no site do Alto Comissariado para as Migrações (ACM).

Nessa nota, o ACM remete também para um comunicado do Grupo Consultivo para a Integração das Comunidades Ciganas (CONCIG), de Abril, com uma série de deliberações a propósito do abandono escolar precoce de menores oriundos de comunidades ciganas. Essas deliberações vão no sentido de “relembrar” que a educação é um direito inalienável, bem como “afirmar que é possível a conciliação entre o direito fundamental do acesso à educação e o direito à identidade cultural”.

Destaca, por outro lado, que já existem práticas, implementadas com sucesso, no sentido de combater o abandono escolar precoce e promover o sucesso educativo das crianças ciganas.

Ao PÚBLICO, o director do agrupamento, Carlos Ribeiro, nega qualquer intuito discriminatório por detrás desta concentração de alunos de etnia cigana. “Criámos uma turma mais pequena com meninos que são repetentes”, adiantou, para explicar que a ideia foi “tentar precisamente que eles progridam e não fiquem a marcar passo, como tem acontecido em anos anteriores”.

O responsável reconhece que os alunos são todos de etnia cigana. Mas assevera que na EB1 dos Templários continua a haver estudantes daquela etnia integrados noutras turmas.



Autor: Publico.pt – Educação




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