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O preço da bitcoin desceu esta semana abaixo da fasquia dos seis mil euros, atingindo o valor mais baixo desde Novembro, depois de uma trajectória negativa de meio ano, em que as criptomoedas foram protagonistas de notícias relacionadas com falhas de segurança, investigações regulatórias, manipulação de mercado e impacto ambiental.

Às 12h46 desta sexta-feira, a bitcoin valia cerca de 5884 dólares, de acordo com o site CoinMarketCap, que agrega preços de mais de 1500 bolsas de transacções. A descida é generalizada e afecta também as outras criptomoedas. O ethereum, a segunda moeda mais popular, rondava os 412 dólares e o ripple, a terceira da lista, tinha um preço de 43 cêntimos de dólar – ambas muito longe dos máximos que já atingiram.

A bitcoin – a primeira e a mais transaccionada das criptomoedas – atingiu um pico em Dezembro do ano passado, após meses em que uma onda de interesse por parte de novos investidores e da imprensa a catapultou para valores próximos dos 20 mil dólares. Desde então, e com altos e baixos, o preço tem vindo a cair. Em Fevereiro, a bitcoin já tinha descido para valores em torno dos seis mil dólares, tendo depois recuperado e ultrapassado os 11 mil dólares.

As criptomoedas e a tecnologia que as suporta – a blockchain – são um tema que polariza opiniões. Entre os defensores mais aguerridos estão os que afirmam que o valor da bitcoin (e de algumas outras) irá subir e que apregoam uma estratégia de amealhar criptomoedas na esperança de ganhos futuros – algo chamado na hodl  na gíria destes investidores, uma adulteração da palavra inglesa hold, que significa aguentar ou manter. Há também os que defendem o potencial da tecnologia de blockchain, que é uma base de dados descentralizada e distribuída, embora nem todos estes sejam defensores das criptomoedas.

No campo dos detractores, estão os que classificam a bitcoin e congéneres como uma bolha especulativa – entre os quais estão vários economistas de renome – e os que apontam que a manutenção da blockchain implica gastos de electricidade que têm um grande impacto ambiental.


Autor: PÚBLICO – Tecnologia




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