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O Google vai passar a mostrar publicidade nas suas aplicações e na página para telemóveis do motor de busca, incluindo novos formatos publicitários destinados a levar o utilizador a finalizar compras. A estratégia pretende dar fôlego ao principal negócio da empresa e acentua a disputa com a Amazon, não apenas pelo dinheiro dos anunciantes, mas também dos consumidores.

Os novos formatos, que a empresa anunciou nesta terça-feira num evento dedicado aos seus serviços de publicidade, pretendem levar os utilizadores a fazerem mais rapidamente a compra de um produto (como um vestido, um computador ou um bilhete de avião), aproveitando o facto de muitos usarem o Google para fazerem pesquisas quando têm de tomar decisões de consumo.

Para além de poderem fazer compras a partir dos resultados das pesquisas, os utilizadores poderão também comprar produtos directamente a partir da pesquisa de imagens e do YouTube. Em vários casos, o Google já tem os dados de cartões bancários dos utilizadores, tornando-se assim o intermediário da compra.

Uma outra nova funcionalidade, por exemplo, vai permitir aos anunciantes a criação de anúncios que apontam directamente para uma página específica de uma aplicação móvel, caso esta esteja instalada no telemóvel do utilizador.

O Google vai ainda passar a ter anúncios que são carrosséis de imagens, um formato que a empresa diz aumentar o número de vezes que as pessoas deslizam ou clicam.

Já o Google Shopping – uma ferramenta para pesquisa de produtos que valeu ao Google uma multa de Bruxelas por questões concorrenciais – foi redesenhado e vai passar a mostrar sugestões personalizadas.

As novidades acentuam a rivalidade entre o Google e a Amazon.

Outrora com negócios bem distintos, os dois gigantes já competem em áreas como a venda de serviços de alojamento e computação online. Mas a Amazon também entrou no negócio da publicidade online, permitindo aos anunciantes chegar aos muitos utilizadores que usam esta plataforma para comparar preços e características de produtos ainda antes de terem decidido exactamente o que vão comprar.

Também o Instagram – que é do Facebook – deu recentemente os primeiros passos neste território, permitindo aos utilizadores nos EUA fazer compras a partir da aplicação.


Autor: PÚBLICO – Tecnologia




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