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São mais de mil metros quadrados de espaço para mostrar invenções num total de sete pavilhões temáticos. Desde simulações de voos espaciais a livros educativos com realidade aumentada, passando por um universo robótico tão diversificado que vai desde peixes-robô até sofisticadas linhas humanóides, o centro da tecnologia e inovação tem por estes dias morada em Roma, na edição europeia da Maker Faire. O evento internacional onde “a revolução toma forma e o futuro é revelado” acontece entre 12 a 14 de Outubro e é impulsionado pela revista norte-americana Make, que promove projectos relacionados com tecnologia e ciência.

O evento reúne centenas de invenções criadas ora à escala empresarial, ora em pequenos laboratórios improvisados na garagem de casa. Esta é a sexta vez que a capital italiana se prepara para receber o evento, que há três anos também esteve em Lisboa. 

Nesta edição, a Maker Faire destaca a economia circular, a tecnologia espacial, as inovações robóticas e a inteligência artificial. A feira foca-se em soluções para responder a pessoas com mobilidade reduzida e reflecte ainda uma preocupação com o crescente envelhecimento populacional da União Europeia, trazendo vários dispositivos tecnológicos que visam facilitar o acompanhamento das gerações mais velhas, quer na distribuição de medicamentos, quer em respostas mais complexas como o acompanhamento emocional feito por robôs humanóides. 

Os projectos em exibição na Maker Faire chegam de 61 países, entre os quais está Portugal. Os participantes poderão testar muitas das inovações em exposição e são desafiados a adoptar a filosofia de “criadores” (em inglês: makers).

Em 2016, uma das inovações destacadas foi para a start-up LiMiX. Com um par de luvas associadas a uma aplicação de telemóvel, os jovens criadores encontraram uma solução para traduzir língua gestual para voz. O projecto Talking Hands — que arrancou em 2015 com umas simples luvas de jardinagem — regista os movimentos efectuados com as luvas e traduz as mensagens para sinais, transformando-os em mensagens de voz, transmitidas através de o altifalante de um smartphone. Os sinais podem ser criados por cada pessoa, através da associação de movimentos específicos a palavras e frases. A ideia venceu o prémio de 100 mil euros. A equipa está a trabalhar para lançar o produto no mercado já no próximo ano.

Para esta sexta edição, a organização seleccionou quatro tópicos principais sobre os quais a feira de tecnologia se irá concentrar. Haverá um pavilhão exclusivamente dedicado à economia circular e o seu impacto na modernização dos modelos lineares de produção com demonstrações de como a tecnologia e a criatividade podem eliminar o conceito de fim de vida da economia linear de “extracção, produção e eliminação”. 

Entre os projectos em exibição estará vestuário produzido a partir de desperdício da indústria alimentar e um robô que analisa o desperdício energético das estruturas domésticas e industriais em tempo real.

Nesta edição, a Maker Faire Rome traz uma colaboração com a Sociedade Interplanetária Britânica e dedica um pavilhão à ciência espacial na celebração do Programa Apollo e da chegada do Homem à lua, que no próximo ano completa meio século.

O PÚBLICO acompanhará a Maker Faire Rome em Itália a convite do Ministério da Economia de Itália e da Câmara de Comércio de Roma.


Autor: PÚBLICO – Tecnologia




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