Jun
26

0


Num documento hoje divulgado em Coimbra durante uma manifestação de professores da Escola Secundária Jaime Cortesão insurgem-se contra tal postura do governo por surgir “num período crítico da vida das escolas”, com a realização dos exames, a criação dos mega agrupamentos e a preparação do próximo ano lectivo.

Afirmam que o ministério tem vindo a tomar decisões antes da publicação do decreto-lei que definirá as futuras matrizes curriculares e “a proceder à alteração e apresentação tardia de diplomas, com falta de regulamentação e com articulados de interpretação duvidosa”.

Lucinda Sobral Henriques, directora Escola Secundária Jaime Cortesão, revelou à agência Lusa que o documento hoje divulgado publicamente resultou das conclusões de uma reunião realizada nos últimos dias em que participaram duas dezenas de directores de estabelecimentos de Coimbra, e de vários municípios limítrofes, nomeadamente de Penacova, Soure, Vila Nova de Poiares, Condeixa-a-Nova e Lousã.

“Há falta de legislação. O calendário escolar não sai. É difícil entender como nos vamos mexer”, observou a responsável, para exemplificar algumas interrogações que se colocam às escolas.

No documento hoje divulgado, os directores das escolas lamentam que “a promessa do estabelecimento de mecanismos de exercício da autonomia pedagógica e organizativa se reduza a uma suposta capacidade de gestão do horário semanal de cada professor”.

Criticam também um conjunto de medidas que, no seu entendimento, “contribuem para a degradação da qualidade da aprendizagem e do sucesso, afectando principalmente escolas e agrupamentos de escolas situados em zonas isoladas e no interior do país”.

Citam, como exemplo de medidas negativas, o aumento do número de alunos por turma e, para a abertura de disciplinas de opção, a redução da oferta de cursos profissionais e de educação e formação (CEF), a redução das cargas horárias de disciplinas mantendo inalterado o programa, o “recuo nas medidas de apoio à experimentação” e a indefinição dos Centro de Novas Oportunidades nas escolas públicas.




Deixe o seu comentário