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À porta da Escola Secundária Filipa de Lencastre, em Lisboa, os primeiros alunos a terminarem o exame de Biologia e Geologia (702), ao final da manhã desta terça-feira, perguntam uns aos outros sobre os temas que consideraram mais difíceis. Segundo os dados do ministério, estavam inscritos 55.113 estudantes para esta prova.

O tempo suplementar para finalizar o exame ainda não terminou, mas os mais despachados já respiram, do lado de fora da escola. Muitos são os alunos de 12.º ano que estão a repetir a prova porque não obtiveram aproveitamento no ano anterior ou porque querem fazer melhoria. É o caso de José André, de 17 anos, que espera tirar uma classificação superior a nove, nota que teve no exame de Biologia e Geologia, no ano passado: “Este ano estou a tentar melhorar, mas acho que não vai dar, porque não peguei nos livros de Biologia e vim fazer o exame. Mesmo assim achei mais fácil este ano do que no ano passado.”

A tradição dita que os primeiros alunos a terminarem os exames, ou estudaram muito ou não estudaram nada. A última situação parece ser nota dominante entre o grupo de estudantes que ali permanece à porta. Os alunos de 11.º ano parecem mais baralhados quanto à dificuldade da prova. Mariana Rodrigues, de 16 anos, denuncia algum desapontamento no olhar: “Acho que correu pior do que esperava. Estudei outras matérias, que não foram aquelas que saíram no teste.”

Mas todos são unânimes em referir que as matérias incluídas no exame foram devidamente trabalhadas ao longo do ano: “Nisso eu acho que tivemos uma boa preparação para os exames. Só que as perguntas têm sempre muitas rasteiras”, diz Inês Naré, de 16 anos.

Perguntas com rasteiras, escolha múltipla de difícil interpretação, questões de desenvolvimento em que é “preciso pensar muito”, ou simples falta de estudo, são alguns argumentos para justificar a dificuldade que sentiram no exame. Entre a Biologia e a Geologia, é esta última que mais dores de cabeça dá aos estudantes. “A parte da Geologia para mim é o pior. Mas, comparado com os outros anos, foi relativamente fácil”, conclui Hugo Raimundo de 17 anos.






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