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A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou esta quarta-feira que vai debater amanhã, em plenários distritais, a possibilidade de prolongar “a luta em curso”. Em discussão estarão todas as formas de protesto, entre as quais o prolongamento, ou não, da greve às reuniões de avaliação interna dos alunos, que está a preocupar pais e directores das escolas.

O atraso na preparação do próximo ano lectivo e a eventual dificuldade em lançar as notas dos exames na data prevista, 10 de Julho, são algumas das preocupações manifestadas pelos directores em relação à greve às avaliações que decorre desde dia 7 e não conta, já, com o apoio da Federação Nacional de Educação (FNE).

Neste tipo de reuniões, a falta de um dos docentes da turma leva ao adiamento obrigatório. É, por isso, como têm alertado os directores, uma greve “muito fácil de fazer”. Os professores têm estado a organizar-se, de modo a que haja sempre um docente que falte à reunião do conselho de turma de que faz parte, o que obriga, por lei, ao seu adiamento e remarcação para as 48 horas seguintes. Há escolas que ainda não conseguiram fazer uma única reunião.

“Em relação à greve às avaliações, vamos discutir a possibilidade de manter o que está definido, que é mantê-la até sexta, ou se devemos alargá-la à próxima semana, até ao fim do mês ou por tempo indeterminado”, esclareceu Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, ao PÚBLICO. Não afastou a possibilidade de serem adoptadas “outras formas de luta”.
 
 
 






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