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A Federação Nacional da Educação (FNE) anunciou nesta terça-feira que vai aderir à greve de professores às avaliações e no primeiro dia de exames nacionais do ensino secundário.

Esta decisão, discutida e aprovada hoje numa reunião do secretariado nacional da FNE, segue-se ao anúncio feito na semana passada por outras oito organizações sindicais de professores da realização de uma greve geral de docentes no primeiro dia de exames nacionais, a 17 de Junho. Nesse dia realizam-se os exames de Português do 12.º ano, que têm sido feitos por mais de 60 mil alunos.

Antes, entre os dias 11 e 14 de Junho, os professores farão greve a todo o serviço de avaliação. Essa é a altura em que decorrem as avaliações internas dos alunos que frequentam os anos de escolaridade sujeitos a exames nacionais.

Além da greve, será também convocada por todas as organizações sindicais uma manifestação nacional de professores para 15 de Junho.

O líder da FNE, João Dias da Silva, colocou hoje como condições para a não realização da greve a garantia de que não haverá mobilidade especial para professores, que o horário de trabalho não será aumentado e que se mantém a redução da componente lectiva dos docentes mais velhos. “A decisão está do lado do Governo”, afirmou, frisando que a mobilidade especial se traduzirá, na prática, num processo de despedimento.

A decisão da FNE — o segundo sindicato mais representativo do sector, afecto à UGT — de apoiar a greve foi aprovada por unanimidade. “Não podemos ter outra resposta quando o caminho que nos apontam é o da incerteza, da insegurança e, para muitos, do desemprego”, disse Dias da Silva.

Esta convocação mantém-se “se, no quadro das negociações [com o ministério], os resultados não corresponderem aos objectivos” traçados hoje pelo secretariado nacional da FNE. Na resolução aprovada nesta terça-feira, que inclui a convocação da greve, a FNE repudia igualmente a mobilidade especial e o aumento do horário de trabalho dos professores.

A união dos vários sindicatos do ensino não superior numa frente comum contra as políticas educativas do Governo reedita a chamada Plataforma da Educação que, há cinco anos, uniu os professores do quadro contra a então ministra da Educação do Governo PS, Maria de Lurdes Rodrigues. 






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