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O Google começou a remover registos médicos dos resultados das pesquisas. A empresa passou a incluir conteúdo “confidencial, registos médicos pessoais ou privados” na informação que pode ser retirada automaticamente do motor de busca.

O conteúdo não desaparece da Internet (continua acessível no site onde está publicado), mas deixa de aparecer entre os resultados de pesquisa no Google. O objectivo é reduzir os danos de fugas de informação de informação acidentais sobre o estado de saúde de algumas pessoas. Em Dezembro, por exemplo, um laboratório de exames na Índia publicou por engano dados de mais de 43 mil pacientes na Internet. Isto incluía os nomes das pessoas, e os resultados das análises sanguíneas para o vírus do VIH/sida.

A mudança não foi comunicada pela empresa e a notícia foi avançada pela agência noticiosa Bloomberg.

A última actualização à política de remoção tinha sido feita em 2015, altura em que o Google passou a remover automaticamente conteúdo de “nudez e imagens sexualmente explicitas carregadas sem consentimento” para combater o fenómeno de pornografia de vingança (em que ex-companheiros ou parceiros sexuais partilham imagens depois de terminada a relação).

O Google também impede que números de identificação pessoal (por exemplo, o número de segurança social), imagens da assinatura e números de cartões bancários sejam encontrados através do motor de busca. Recentemente, fez ainda ajustes para filtrar notícias falsas, ou artigos com títulos enganosos.

As mudanças reflectem uma maior preocupação do Google pela informação apresentada pelos seus algoritmos de pesquisa. Desde 2014 – altura em que um acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) decidiu contra o Google e instituiu o chamado “direito ao esquecimento” – que os utilizadores também podem exigir a motores de busca como o Google que retirem algumas páginas dos resultados de pesquisas. O Google avalia estes casos individualmente.

Autor: Publico.pt – Tecnologia




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