Fev
13

0


Rui Moreira escolheu a escola básica das Flores, em Campanhã, para abrir o ano escolar, em Setembro, inaugurando um edifício com “condições maravilhosas”. Mas a escola – um “exemplo da estratégia municipal na área educativa”, como a autarquia publicitou no seu site – encerrou há uma semana. Um incêndio no quadro eléctrico, ocorrido durante a madrugada, expandiu-se até ao hall principal, danificando vários equipamentos e toda a instalação eléctrica da escola. “Embora estejam a decorrer as peritagens e outros procedimentos legais neste tipo de situação”, esclarece o gabinete de comunicação da câmara, “a EDP já assumiu a responsabilidade” do incidente e “irá suportar os encargos necessários à intervenção a realizar para repor o normal funcionamento da escola”. Os 115 alunos devem poder regressar a esta unidade “até finais de Abril”.

Na terça-feira passada as crianças não tiveram aulas por “não haver condições de segurança para isso”. Mas, nesse mesmo dia, a Câmara do Porto e a direcção da escola, integrada no agrupamento Alexandre Herculano, encontraram uma “solução temporária”, disse ao PÚBLICO o coordenador desta unidade, Miguel Almeida. No dia seguinte, os alunos foram transferidos para a Escola Básica da Lomba.


Escola foi inaugurada em Setembro depois de uma remodelação total do interior e exterior
Inês Fernandes

A actividade escolar foi retomada “com o mínimo de sobressalto possível”, garante o coordenador, dizendo que “não faltou nada” às crianças, incluindo almoço na cantina escolar e transporte oferecido pela câmara para as deslocações até àquela unidade, a cerca de cinco minutos de carro ou 15 a pé. Também a câmara garante que o estabelecimento junto à estação de Campanhã “reúne as condições para o funcionamento provisório, estando todos os serviços a funcionar com normalidade”. A escola da Lomba, também do agrupamento Alexandre Herculano, tinha um edifício desocupado e foi nesse espaço que os alunos foram instalados. 

Nos dois meses estimados para o regresso à escola das Flores, “terá que se contratar projectista, elaborar projecto e caderno de encargos, lançar a obra a concurso e realizar a obra após a adjudicação”, explicita o executivo.

A intervenção na escola das Flores, inaugurada em 1983, era há muito pedida. Em Junho de 2017 a câmara avançou com obras para criar instalações provisórias, na área exterior da escola, e poder intervencionar o edifício principal. Durante todo o ano lectivo passado, os alunos tiveram aulas em contentores.


Rui Moreira sublinhou “condições maravilhosas” da escola na sua inauguração
Inês Fernandes

Nas obras do novo espaço, que recebe crianças entre os três e os dez anos e tem capacidade para 250 crianças, o município investiu quase um milhão de euros numa reformulação total, do interior e exterior, tendo sido também renovado todo o mobiliário escolar e material didáctico, um investimento de 35 mil euros. Na abertura oficial da escola, Rui Moreira esteve acompanhado pelos vereadores Fernando Paulo e  Catarina Araújo, distribuiu material escolar a uma das turmas e sublinhou a importância da reabilitação do espaço: “As escolas têm que ser confortáveis para que as crianças gostem e sintam aquilo que é a construção da auto-estima à volta da escola.” 


Autor: PÚBLICO – Educação




Deixe o seu comentário