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Várias escolas estão a receber reclamações dos pais e encarregados de educação pela forma como decorrem os exames do ensino secundário desta segunda-feira. O facto de ter havido alguns alunos que fizeram a prova, enquanto outros não tiveram condições para as realizar, põe em causa as condições de equidade dos estudantes nos exames nacionais, o que terá influência na candidatura de acesso ao ensino superior.

“Havendo pré-avisos de greve e não havendo condições para que todos os alunos realizassem a prova em simultâneo, como devia ser, é inaceitável que uns os realizem e os outros não”, afirma a mãe de uma estudante da escola secundária D. Maria II, em Braga, numa reclamação deixada na manhã desta segunda-feira naquele estabelecimento de ensino.

No documento a que o PÚBLICO teve acesso sublinha que não existem “condições de equidade entre todos os alunos”, exigindo que as provas realizadas nesta segunda-feira sejam anuladas e que seja marcada rapidamente uma nova data para as mesmas.

Nesta escola de Braga, 94% dos professores fizeram greve neste primeiro dia de exames nacionais do ensino secundário. Deste modo, 58% das 12 salas em que estavam previstas provas não tiveram docentes para as vigiar e os alunos não puderam realizar o exame de Português. 

Os pais dos estudantes têm direito a fazer reclamações sobre as condições em que decorreram os exames e é isso que tem sido feito por vários encarregados de educação nas escolas do país. As reclamações são dirigidas ao Ministério da Educação e Ciência a quem cabia garantir as condições de igualdade de circunstâncias para a prova desta segunda-feira entre os 75 mil alunos inscritos.






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