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Centenas de professores de Educação Física reúnem-se desta sexta-feira a domingo, em Lisboa, para discutir os problemas do sector, nomeadamente o que consideram ser uma desvalorização da disciplina por parte do Ministério da Educação.

“Vamos centrar-nos nas medidas que foram tomadas pelo Ministério da Educação no final do ano passado e que prejudicam bastante a Educação Física”, adiantouJoão Lourenço, do Conselho Nacional das Associações de Professores e Profissionais de Educação Física (CNAPEF).

Durante o 9.º Congresso da Educação Física, vai ser também apresentado um estudo realizado junto de 600 escolas, bem como exemplos de boas práticas seguidas nos estabelecimentos de ensino.

De acordo com o estudo, a maioria das escolas optou por manter a carga horária da disciplina, mas os professores receiam que a medida se deva apenas à publicação da legislação numa altura em que o ano lectivo já está praticamente preparado, em Julho. “O que pode ficar comprometido é a qualidade da educação das nossas crianças”, lamentou o professor, temendo que as escolas decidam, no âmbito da sua autonomia, reduzir o tempo que dedicam à disciplina.

Os profissionais criticam também o facto de a nota atribuída a Educação Física deixar, progressivamente, nos próximos anos, de contar para a média final do ensino secundário no acesso à faculdade. “A imagem que passa, por parte do Ministério da Educação, é que a Educação Física não é importante, é de total desvalorização”, declarou.






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