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Revisão curricular

20.04.2012 – 15:28 Por Lusa

A Associação de Professores de Teatro e Expressão Dramática (Aproted) critica a proposta de revisão curricular apresentada pelo Governo, afirmando que “despreza” aquelas disciplinas, provoca precariedade e prejudica a qualidade do ensino.


No parecer hoje divulgado, a Aproted pronuncia-se sobre a proposta apresentada há cerca de um mês para indicar que “não há diferenças significativas em relação ao primeiro texto, isto apesar de o Governo se congratular com “mais de 1600 contributos” recebidos na fase de discussão pública.

A Aproted discorda do agrupamento de Educação Visual, Educação Musical, Educação Física e Educação Tecnológica sob a designação “Expressões”, lamentando que o Governo “ignore militantemente” a expressão dramática, que consideram desenvolver confiança, compreensão, trabalho de equipa, expressividade e leitura, entre outras capacidades.

“Este desprezo pelo teatro é igualmente incompatível com a ideia do reforço da Educação para a Cidadania, já que a melhor forma de a consolidar é recorrer à Educação Artística, nomeadamente ao teatro”, considera a Aproted, que apela à tutela para que “reveja as suas posições”.

A associação lamenta que os professores de Expressão Dramática não tenham um grupo de recrutamento, limitando-se a ser o “parente pobre das expressões” no 1.º ciclo, depois de ter “acabado no ensino secundário, ter sido limitada no 3.º ciclo e nunca ter existido no 2.º”.

Por isso, apelam também a partidos, sindicatos, movimentos e cidadãos para que suscitem um “debate alargado” sobre a maneira como o Governo tratou a Expressão Dramática na revisão curricular.




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