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Os docentes estranham a medida, numa altura em que vários estudos têm demonstrado que “é muito preocupante a percentagem de crianças e jovens que apresenta baixos níveis de actividade física”, que “a situação apresenta-se particularmente grave nos alunos oriundos de famílias com fracos recursos económicos” e que “é cada vez maior o número de crianças e jovens com excesso de peso e obesidade.” Por fim, notam que “crianças e jovens sedentários estão mais predispostos a converterem-se em adultos inactivos”.

Os subscritores da missiva pedem que o governante reconsidere a medida, notando que “nem a actual situação de crise financeira e económica justificam tal medida” e que “ o investimento em Educação Física e Desporto representa a melhor poupança nos gastos com a saúde”.

Da lista fazem parte, por exemplo, António Manuel Fonseca, da Universidade do Porto, António Rosado, da Universidade Técnica de Lisboa e Francisco Carreiro da Costa, da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, em Lisboa

Também o Conselho Nacional das Associações de Profissionais de Educação Física, a Sociedade Portuguesa de Educação Física e a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) se manifestaram hoje, em comunicado, contra a redução da carga horária da disciplina, assim contra a decisão de a média da Educação Física deixar de contar para a média de acesso ao ensino superior, o que, dizem, contribui para a ideia de que a cadeira “não é importante”.

As três organizações defendem que “não há razões de ordem pedagógica e científica nas medidas adoptadas”. Pelo contrário, na posição que tomam, dizem que toda “a evidência científica” aponta para a importância de “a avaliação final dos alunos dever integrar a avaliação de todas as disciplinas e áreas curriculares integrantes do currículo nacional do ensino secundário”.

A CONFAP recusa ainda ter concordado com esta medida, sublinhando que a autoria da medida “se atribui ao Governo, e só a ele”.




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