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O Governo britânico anunciou que os mecanismos de verificação de idade do Tinder e Grindr vão ser alvo de investigação. Em causa está um estudo realizado por oficiais de justiça britânicos, divulgado no jornal Sunday Times, que concluí que há mais de 30 casos de menores que conseguiram enganar os requerimentos de idade exigidos por estas aplicações de encontros e acabaram, mais tarde, vítimas de violência sexual.

Na sequência da divulgação dos resultados, o secretário de Estado para o Digital, Cultura e Media, Jeremy Wright, anunciou que se vai dirigir às empresas que gerem estas comunidades para “saber que medidas têm para manter as crianças seguras.”

O Tinder apenas permite a criação de um perfil com recurso a uma conta do Facebook, que, teoricamente, está restrito a menores de 13 anos e a partir do qual a aplicação pode saber a idade introduzida pelo utilizador. O Grindr pede aos novos utilizadores para introduzirem a data de nascimento.

Lamentando os acontecimentos ocorridos e dizendo estarem dispostos a colaborar, o Tinder e o Grindr defenderam-se, ambos com argumentos semelhantes, ao site The Verge. As duas empresas afirmam que estão constantemente a trabalhar para melhorar as suas fórmulas algorítmicas para tornar a comunidade segura, sem presença de crianças. Além disso, garantem que a possibilidade de acesso a outros dados dos utilizadores (como e-mails, números de telefone e actividade em outras aplicações móveis) merece a atenção dos seus funcionários para afastar utilizadores à margem das leis impostas pelo aplicativo.

De acordo com os termos de utilização do Tinder e do Grindr, que são aplicáveis em todo o mundo, as aplicações destinam-se a pessoas com idade superior a 18 anos.


Autor: PÚBLICO – Tecnologia




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