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Nos exames nacionais realizados em Junho, cujos resultados serão nesta segunda-feira afixados nas escolas, os resultados das provas de Língua Portuguesa e de Matemática do 9.º ano traduzem um empate: numa escala de 0 a 100 (percentual), a média em ambas as disciplinas foi de 53%. A estreia nos exames nacionais do 6.º ano fica também marcada por resultados positivos em ambas as provas – numa escala de 0 a 100, a média de Língua Portuguesa foi de 59 e a de Matemática de 54. Já no ensino secundário, nas quatro provas mais concorridas – Português, Biologia e Geologia, Física e Química A e Matemática A – as médias totais ficaram abaixo de 10, numa escala numérica de 0 a 20 valores.

Português, com uma média de 9,5, tem o seu segundo pior resultado de sempre desde o início dos exames nacionais em 1997. O pior foi alcançado no ano passado com uma média de 8,9 atribuída em grande parte aos resultados obtidos nas perguntas sobre gramática.

Nas disciplinas que servem de prova de ingresso aos cursos mais disputados da área da saúde, Biologia e Geologia e Física e Química A, regressou-se às médias negativas, depois de uma recuperação em 2011. As médias nos exames deste ano foram, respectivamente, de 9,3 e 7,5. O resultado de Física e Química A é mesmo o pior das 25 disciplinas sujeitas a exame nacional. Pior nesta disciplina só em 2007 com uma média de 7,2.

Também em Matemática A houve uma queda de cinco pontos por comparação a 2011 – a média passou de 9,2 para 8,7, a pior dos últimos seis anos. Este ano, pela primeira vez, os alunos foram obrigados a realizar todos os exames na 1.ª fase.

As médias totais têm em conta os resultados dos alunos internos – aqueles que frequentam as aulas até ao final do ano lectivo e vão a exame com uma classificação interna igual ou superior a 10 – e as dos externos, que anularam a matrícula e se autopropuseram a exame. Entre os externos figuram também os alunos dos cursos profissionais, que representavam 2% do total dos mais de 160 mil alunos inscritos para os exames do 11.º e 12.º ano.

No geral, as médias dos alunos internos são mais elevadas do que as totais. Português e Matemática A sobem para a positiva, empatando em 10,4. Biologia e Geologia com 9,8 também garante uma positiva por arredondamento, mas a Física e Química A a média dos alunos internos não foi além dos 8,1.

A Sociedade Portuguesa de Física tinha considerado que o nível de exigência do exame era “adequado”. Por comparação a 2011, a taxa de reprovações nesta disicplina passou de 16 para 24%. A Biologia e Geologia subiu de 7 para 10%.

Fuga de informação não comprovada

Por comparação a 2011, a Português, um exame que é obrigatório para todos os alunos do 12.º ano e que foi realizado por 72.534 estudantes, a percentagem de reprovações desceu de 10% para 8%. Uma quebra também registada a Matemática A, uma prova feita por 49.246 alunos: a percentagem de reprovações passou de 20% para 15%.

O Ministério da Educação e Ciência esclareceu no domingo que os resultados do exame de Português foram homologados depois de ter sido dado como provado de que não se registaram fugas de informação sobre o conteúdo do mesmo. Nos dias seguintes à realização da prova foram vários os alunos que disseram ter recebido por SMS a indicação de qual o canto dos Lusíadas que sairia no exame. Segundo o MEC, o processo de averiguação que, na sequência das referidas denúncias, foi desenvolvido pela Inspecção-Geral de Educação e Ciência não encontrou quaisquer provas que permitissem concluir terem ocorrido as alegadas fugas de informação”.

Subida no 9.º ano




1 Comentário para “Secundário com médias negativas nas provas mais concorridas, mas 6.º e 9.º ano tiveram nota positiva”

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