Ago
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Elon Musk não está a ter um ano fácil. Só nos últimos meses, chamou pedófilo a um dos mergulhadores do resgate na Tailândia, voltou a ter prejuízos na Teslafez despedimentos. Na semana passada, publicou uma mensagem inesperada no Twitter, na qual anunciou a intenção de retirar a empresa da bolsa. O resultado deste anúncio – que tipicamente é feito em canais oficiais, depois de deliberação interna e quando as bolsas já fecharam – foi uma confusão dentro do conselho de administração, investidores descontentes e uma investigação do regulador de mercados americano.

O empresário – que além da Tesla também fundou e dirige a Space X, uma empresa de foguetões reutilizáveis – costuma usar as redes sociais para partilhar todo o tipo de informação, desde novidades sobre os carros ao facto de misturar vinho tinto com um poderoso sedativo. Mas foi ao The  New York Times que desabafou: “O ano que passou tem sido o ano mais difícil e doloroso da minha carreira. Foi agonizante.” A conversa, na casa do empresário em Los Angeles, durou cerca de uma hora e, de acordo com o jornal, Musk esteve algumas vezes perto das lágrimas.

Na entrevista, Musk recordou o dia em que publicou no Twitter a intenção de retirar a Telsa de bolsa, por um preço de 420 dólares por acção, mais de 20% acima do preço de mercado. O anúncio fez a cotação subir imediatamente e acabou por levar à suspensão temporária das transacções.

O empresário estava no carro a caminho do aeroporto quando escreveu aquela mensagem. O objectivo, disse, era ser transparente. O preço de 420 dólares foi decidido porque queria dar um prémio de 20% aos accionistas, o que significaria 419 dólares – mas decidiu arredondar o valor. “Parecia melhor karma a 420 do que a 419. Mas, para clarificar, eu não tinha fumado erva”, explicou Musk, referindo-se ao facto de “420” ser uma expressão usada nos EUA para designar o consumo de cannabis. “A erva não ajuda à produtividade. Há uma razão para a palavra ‘pedrado’. Fica-se ali sentado, como uma pedra na erva”, acrescentou.

Musk também afirmou que a pressão de dirigir duas empresas complexas está a ter repercussões na sua saúde: “Não tem estado bem, na verdade. Tenho amigos que vêm e que estão muito preocupados.”


Autor: PÚBLICO – Tecnologia




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