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A Uber avançou com uma proposta futurista para carros voadores. O objectivo é criar um futuro em que viagens que demoram mais de duas horas, como por exemplo ir de Lisboa ao Porto de carro, passem a ser possíveis em muito menos tempo. Para tal, a multinacional norte-americana, acabou de contratar um antigo engenheiro da NASA chamado Mark Moore.

“Estamos entusiasmados que o Mark se junte à nossa equipa para trabalhar em colaboração connosco e com os nossos parceiros, à medida que exploramos o caso descrito no nosso relatório, no qual damos propostas para resolver o problema da congestão urbana através da transportação urbana partilhada,” disse o director de programas avançados da Uber, Nikhil Goel, em declarações ao PÚBLICO.

Moore é conhecido por ter impulsionado o interesse em modelos de aviação para pequenas viagens urbanas com um relatório de 2010 sobre a viabilidade de se produzirem híbridos de automóveis e helicópteros. A sua visão passa pela criação de veículos VTOL (sigla inglesa para veículos de descolagem e aterragem vertical) que, contrariamente aos actuais helicópteros, utilizam motores eléctricos silenciosos com um sistema de propulsão eléctrico.

“Não consigo pensar noutra empresa com uma posição mais forte no mercado para liderar este novo ecossistema de viagens urbanos e tornar a ideia de veículos VTOL eléctricos uma realidade,” disse Mark Moore, em declarações à Bloomberg sobre o seu novo cargo como director de engenharia aérea na Uber.

No relatório (que não está acessível a partir de Portugal porque o site da empresa está bloqueado por ordem judicial), a multinacional classifica os motores de propulsão eléctrica como essenciais para a criação dos seus táxis-aéreos, que funcionarão como híbridos de carros e helicópteros. Embora a Uber admita que o investimento inicial será elevado, devido à necessidade de criar legislação, formar pilotos e fabricar estes veículos, a solução é continuar a apostar no modelo de viagens partilhadas que a multinacional popularizou. “O nosso modelo vai acabar por amortizar o custo dos veículos. Uma vez que o serviço de partilha de viagens aéreas urbanas avançar, os preços começaram a baixar e rapidamente se tornarão acessíveis a todos,” lê-se nas conclusões do relatório.

O relatório sugere que, com a tecnologia certa, os veículos VTOL terão uma duração de vida superior à de um carro, estimando que cada veículo ofereça 13 anos de serviço e cerca 643 mil quilómetros anuais.

Artigo editado por João Pedro Pereira


Autor: Publico.pt – Tecnologia




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