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Dois vídeos circulam na Internet que mostram falhas de segurança do iPhone, que poderão ser aproveitadas por quem tenha nas mãos o telemóvel de outra pessoa. A exploração das falhas já foi replicada com sucesso por outras pessoas para além dos autores dos imagens.

Um dos vídeos ilustra como algumas funcionalidades do iPhone podem ser usadas sem ser necessário introduzir o código de desbloqueio de quatro dígitos ou a nova autenticação por impressão digital. Usando a função de despertador (que está disponível a partir do menu a que se acede mesmo com o telemóvel bloqueado) é possível, seguindo alguns passos, aceder às aplicações que estão a ser executadas (tal como acontece quando o telemóvel está desbloqueado). A partir daqui, é possível ter acesso à câmara, às fotografias e a funcionalidades de partilha por email, Facebook e Twitter.

Esta falha pode ser evitada se os utilizadores configurarem os telemóveis para que o chamado centro de controlo não esteja acessível com o telemóvel bloqueado. A Apple já reconheceu o problema e disse que está a trabalhar numa correcção, que chegará por via de uma actualização do sistema.

Versões anteriores do sistema operativo do iPhone já tinham tido falhas de segurança, que permitiam aceder a alguns dados e funcionalidades sem conhecer o pin do telemóvel.

Entretanto, o lançamento de um novo telemóvel da Apple revelou-se um motivo especial de preocupação para a polícia nova-iorquina. Os produtos são muito procurados por ladrões e o roubo de aparelhos da marca tem feito subir a média de crimes na cidade. Por isso, a acompanhar o lançamento dos iPhones 5S e 5C, os agentes de autoridade montaram uma operação especial.

Os agentes estão nas lojas da Apple e de outros retalhistas que vendem o iPhone e pedem aos clientes para registar o número de série do telemóvel e os dados de contacto do comprador, para ser mais fácil devolver o aparelho no caso de este ser roubado e encontrado. A operação já tinha sido realizada no ano passado, no lançamento do modelo anterior.

De acordo com a polícia, os roubos de iPhones abrandam nos períodos que antecedem o lançamento de um novo modelo, e aumentam quando as novidades chegam às lojas. “O que estamos a ver da parte dos bandidos é que seguem as tendências de compra do público”, disse um responsável da polícia de Nova Iorque à estação de televisão CBS.

O iOS7, o novo sistema do iPhone e do iPad, inclui uma funcionalidade que permite inutilizar o aparelho à distância (ou, numa versão mais branda, apagar todos os dados), o que pretende ser um mecanismo dissuasor de roubos. Este processo, porém, é irreversível, mesmo que o aparelho esteja na posse do respectivo dono.

Já o iPhone 5S, o modelo topo de gama, incorpora também um leitor de impressões digitais, que pode ser usado para desbloquear o telemóvel, em vez do tradicional código numérico. Isto implica que o aparelho guarde a impressão digital do utilizador, o que levou a que um senador americano se mostrasse preocupado e enviasse uma carta a pedir explicações à Apple sobre a segurança da impressão digital guardada. “As palavras-passe são secretas e dinâmicas; as impressões digitais são públicas e permanentes (…) Se alguém rouba uma palavra-passe, é possível modifica-la – quantas vezes quisermos”, escreveu o democrata Al Franken.

A Apple não respondeu ainda à carta, mas já tinha esclarecido que a impressão digital fica guardada no telemóvel e não nos servidores da empresa.
 
 
 
 
 






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